Exposição Sombras Secas no MIS

Sombras Secas, do fotógrafo Marcelo Greco

O MIS apresenta a exposição Sombras Secas, do fotógrafo Marcelo Greco. Composta por 35 fotografias em preto e branco – um recorte do livro homônimo, que será lançado na abertura -, a exposição apresenta paisagens escuras e pouco definidas, no intuito de estabelecer uma experiência sensorial e emocional com a cidade onde o fotógrafo vive, apresentando sua visão avassaladora sobre as relações humanas; acontece até 23 de Agosto, com entrada grátis.

O projeto Sombras Secas propõe uma imersão na geografia interna da vida, oferece cenas de um centro urbano dissecado entre dor e prazer. As imagens de Marcelo Greco estabelecem uma forma de diálogo com o inconsciente, nos levando a um imaginário mais próximo dos sonhos, como em uma a cidade fantasiosa criada pelo espectador. O fotógrafo paulistano não pretende retratar a urbe em si, mas utiliza as imagens como agentes de provocação.

Sombras Secas nos sugere uma reflexão sobre as relações com a metrópole, com a existência em uma sociedade ao mesmo tempo caótica e em busca de uma quase impossível harmonia. Nas fotografias, Marcelo Greco utiliza elementos visuais como reflexos, desfoque, enquadramentos assimétricos, grafismos, o que resulta em uma abordagem pessoal e única sobre o tema.

Marcelo Greco
Nascido em 1966, começou a trabalhar com fotografia como free lancer para órgãos de imprensa do Brasil e para imprensa internacional através da agência francesa SIPA Press, no ano de 1996. Trabalhar na área cultural tem sido o foco principal de sua atuação. Desenvolve cursos e oficinas de fotografia autoral nos principais museus do país como Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM) e Museu de Arte de São Paulo (MASP). Orienta fotógrafos em grupos de estudos no desenvolvimento de projetos pessoais, assim como coordena e edita o trabalho de diversos fotógrafos para exposições em eventos nacionais e internacionais. Possui obras em importantes coleções públicas e particulares, e participou de exposições individuais e coletivas nacionais e internacionais. Foi curardor geral do Festival de Fotografia ‘Paraty em Foco’ 2008. Em 2009 fundou a Schoeler Editions, casa editorial voltada para o mercado Fine Art. Cria livros e portfolios de tiragem limitada e assinados pelo artista. Em 2012 realizou um intercâmbio com a Rietveld Academy of Art, em Amsterdam, onde junto a Leo Divendal ministrou um curso para 30 alunos.

Nayra Simões é estudante de Letras na Universidade de São Paulo, faz russo como segunda língua e é inicianda da Prof.ª Dr.ª. Verena Kewitz, estudando os Marcadores Discursivos sob o olhar da teoria Multissistêmica e quando sobra tempo pra respirar, estuda francês, espanhol, chinês e tcheco. É formada em violão popular e teoria musical, e se arrisca um pouco no teclado e ainda não conseguiu parar de rascunhar frases por aí. Não tem vergonha de tocar em público, mas morre se tiver que tocar pra uma só pessoa. Atualmente, é professora particular de inglês.

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